Intercâmbio reúne jovens da cadeia do mel no Oeste do Pará

Jovens de 19 a 29 anos participaram, entre 4 e 7 de julho, de um intercâmbio voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do mel no Oeste do Pará. A iniciativa, realizada pela Acosper, integra o projeto apoiado pela Colruyt Group Foundation, em parceria com a TRIAS e a Wallonie-Bruxelles International (WBI). A atividade também contou com apoio do Projeto Saúde e Alegria, WWF Brasil, Fundo Casa Ambiental e Aliança pelo Clima e pelo Uso da Terra.
A programação reuniu jovens envolvidos com a meliponicultura, alguns já atuantes na produção, vindos das comunidades Bom Futuro, Mucureru, Aldeia Aningalzinho, São Francisco, Nova Vista e São José 1 (Região do Arapiuns), Aldeia Uquena (Região do Tapajós) e Comunidade Piauí (Região de Arapixuna). O intercâmbio teve como objetivo promover formação, troca de experiências e práticas relacionadas à produção, beneficiamento, qualidade e comercialização de produtos da meliponicultura. O encontro também recebeu representantes de cooperativas como a Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (COOPEMAPI) e a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores e Agricultoras Familiares do Tocantins (COOAFETO).
Antes da etapa presencial em Santarém, os participantes acompanharam oficinas online que abordaram noções de produção, coleta, preparo da matéria-prima, extração, filtragem, envase, rotulagem e comercialização. As atividades remotas serviram como base para as práticas realizadas durante o intercâmbio. No dia 4 de julho, a programação ocorreu no Polo Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), na comunidade de Carão, dentro da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. No local, o grupo participou de atividades no meliponário, com orientações sobre identificação de plantas produtoras de resina e coleta de própolis.
O encontro também foi espaço para que os jovens compartilhassem produtos desenvolvidos, processos, desafios e aprendizados das oficinas virtuais. Já no dia 7 de julho, a formação aconteceu na Casa do Mel, estrutura vinculada ao Ecocentro da Sociobioeconomia. A oficina abordou análise de própolis, normas técnicas, padrões de qualidade e legislação. Os participantes receberam instruções sobre análises físico-químicas e microbiológicas, materiais necessários, logística de envio de amostras, procedimentos laboratoriais, prazos e emissão de relatórios.
A etapa prática destacou a importância das análises para avaliar aspectos como umidade, impurezas, teor de cera, concentração do extrato, compostos bioativos e origem botânica do própolis, fatores essenciais para garantir qualidade, segurança e valor agregado aos produtos. Além da formação técnica, o intercâmbio reforçou a integração entre jovens, cooperativas e organizações parceiras que atuam no desenvolvimento da meliponicultura e de cadeias produtivas sustentáveis. A experiência ampliou conhecimentos, estimulou a troca de saberes e abriu novas perspectivas para a juventude envolvida na cadeia do mel na Amazônia.


