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Notícia

Acosper integra encontro da Teia da Sociobiodiversidade em Brasília

26/06/2026

Promovida pelo Fundo Casa Socioambiental, atividade reuniu organizações da região Norte para troca de experiências, formação e fortalecimento de projetos nos territórios.

A Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará - Acosper, participou do encontro da Teia da Sociobiodiversidade, realizado entre os dias 23 e 25 de junho, em Brasília. A atividade, promovida pelo Fundo Casa Socioambiental, aconteceu na Casa Dom Luciano e reuniu representantes de associações, cooperativas, institutos e demais organizações da região Norte contempladas pela iniciativa.

A entidade foi representada pelo presidente, Manoel Edivaldo “Peixe”, que acompanhou a programação e repassou as informações sobre os debates, encaminhamentos e metodologias trabalhadas durante o encontro. Segundo ele, a atividade foi marcada pela participação coletiva e pela troca de experiências entre organizações que atuam diretamente nos territórios.

A metodologia do evento foi baseada em rodas de conversa, organizadas em grupos, permitindo que os participantes circulassem entre diferentes espaços de diálogo. Durante as atividades, cada organização pôde apresentar seu projeto, explicar como as ações estão estruturadas, relatar desafios e dificuldades, além de compartilhar soluções e resultados já alcançados.

O encontro também reuniu experiências de projetos mais antigos, que contribuíram com aprendizados acumulados ao longo da execução, e de novas iniciativas apoiadas pela segunda chamada da Teia da Sociobiodiversidade, etapa da qual a Acosper faz parte.

Entre os principais encaminhamentos, foi criado um grupo de pontos focais da região Norte, com representantes de organizações apoiadas. O presidente da Acosper passou a integrar esse grupo, ao lado de outros participantes, incluindo um representante da Associação Serra Azul, do município de Monte Alegre.

O grupo terá a função de participar de formações e contribuir com o fortalecimento da rede que compõe os projetos apoiados pela Teia da Sociobiodiversidade. A proposta é ampliar conhecimentos sobre elaboração de projetos, captação de recursos, assistência técnica, articulação institucional e outras formas de apoio às organizações de base.

“Esse encontro foi importante porque fortalece a rede e ajuda as organizações a pensarem não só nos resultados dos projetos que estão em execução, mas também em caminhos futuros. A formação dos pontos focais vai contribuir para que a gente tenha mais conhecimento sobre elaboração de projetos, captação de recursos e outras formas de apoio, sejam elas financeiras, técnicas ou humanas”, destacou o presidente da Acosper, Manoel Edivaldo, o Peixe.

Para a cooperativa, a participação no encontro reforça a importância de dar visibilidade ao projeto junto às comunidades e à base cooperada. As primeiras atividades já estão sendo realizadas nos territórios, com a apresentação da iniciativa às comunidades e o levantamento do marco zero, etapa que registra a situação atual dos participantes e servirá como referência para avaliar os avanços ao final da execução.

Uma das ferramentas utilizadas nesse processo são as cadernetas agroecológicas, que ajudam a registrar a produção, o consumo, as trocas, as vendas e outros resultados gerados pelas famílias agricultoras e agroextrativistas. O instrumento permite valorizar não apenas a renda monetária, mas também produtos, saberes e contribuições que fazem parte da vida comunitária e nem sempre são contabilizados pela economia formal.

“A ideia é que a gente amplie o uso das cadernetas entre produtores, agricultoras, cooperados e cooperadas. Esse registro é muito importante porque mostra resultados que aparecem no dia a dia das famílias, mas que muitas vezes não entram nas contas. No final do projeto, vamos poder comparar o marco zero com o que avançou nas comunidades”, explicou Manoel Edivaldo.

A participação da Acosper na Teia da Sociobiodiversidade fortalece a atuação em rede e amplia as possibilidades de formação, articulação e construção de novos caminhos para os territórios. Mais do que executar um projeto, a iniciativa contribui para o fortalecimento das organizações de base, da sociobiodiversidade amazônica e das estratégias de geração de renda associadas à floresta em pé.